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    • Por djsync em InfoTech
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      Muitos notebooks vem com telas IPS.
      Quando sua tela quebra a maioria dos vendedores(pelo menos aqui no brasil) envia uma tela comum  painel matriz(comum) em vez de  painel IPS.
      Uma exemplo é o modelo DELL XPS 15 L502X que vem com o painel IPS, bom vamos para explicação.
      Hoje vamos falar do painel IPS e como ele funciona.

      Com os avanços dos televisores LCD, surgiu uma nova geração de aparelhos, que agora possuem uma tecnologia chamada In-Plane-Switching, o Painel IPS. Ele possui os cristais líquidos alinhados na horizontal, ao contrário da TV(Monitor ou Tela de Notebook) de LCD tradicional, onde o alinhamento é reto ou vertical.
      Em primeiro lugar, o Painel IPS melhora o desempenho ao reproduzir imagens em movimento, já que ele diminui o tempo de resposta e aumenta o ângulo de visão. Outro diferencial é o fato de ela ser ecologicamente correta. Seu backlight é inteligente e aumenta ou diminui a luz de acordo com a imagem exibida. Em filmes com cenas escuras, por exemplo, a luz é emitida com menor intensidade e isso reduz o consumo de energia.
       
      Um fator que também diferencia as TVs com Painel IPS das comuns é a resistência. Por isso que essa tecnologia é recomendada para telas touch, aquelas que você toca com o dedo. Se você encostar em uma tela LCD tradicional, um clarão aparece sobre a imagem. Se encostar na com IPS, ela continua exibindo uma imagem estável. Veja o comparativo na imagem abaixo:
       
      Conclusão
      A tecnologia IPS permite movimento livre de borrões, imagem limpa, cores vivas, alta durabilidade, fidelidade de cores para todos os ângulos e baixo consumo de energia. São muitas vantagens. E agora que você já sabe tudo isso, nunca mais vai olhar pra uma TV de LCD com os mesmos olhos.
      Vamos ficar esperto! fica a DICA(TV E TELA NOTEBOOK)
      DjSync
    • Por djsync em Desmontando
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      Alienware 13 é o primeiro notebook de jogos de 13 polegadas do mundo com certificação VR-Ready. acompanha uma poderosa placa gráfica NVIDIA GTX 1060, bastante surpreendente.
      Nosso sistema vem equipado com um GTX 1060, um processador i7-7700HQ, um PCIe SSD de 512 GB, tela sensível ao toque OLED de 14 polegadas, 2,560 × 1,440, 8GB DDR4 SDRAM 2400MHz e executado no Micorsoft Windows 10 Home.

      Solte sete parafusos que protegem a tampa traseira com uma chave de fendas.



      Para remover a tira de acabamento, coloque a tira de corte com uma barra de apoio. Empurre a tira de corte para mantê-lo longe do notebook.



      Com a tira de acabamento removida, você pode acessar o cabo de vídeo, o cabo LED LOGO e outro cabo.


      Sob a contracapa, você pode remover e substituir RAM, SSD e cartão sem fio.


      Antes de tocar o hardware interno, precisamos desconectar o cabo da bateria.


      Remova um parafuso e tire o SSD da ranhura.


      O Alienware 13 R3 vem com um Toshiba 512GB NVMe PCIe SSD, Dell P / N: 07VPP2.


      Aqui está o cabo do touchpad, o cabo retroiluminado por teclado e o cabo do teclado.


      Remova todos os parafusos que fixam a gaiola de rolo de metal. Solte todos os encaixes que protegem a gaiola do rolo para o corpo do laptop. 
      Depois de todos os encaixes liberados, você pode remover a gaiola de rolo de metal. 
      Sob a gaiola de rolo de metal, você pode acessar a bateria, a bateria CMOS, os módulos de alto falantes, o módulo do dissipador de calor / ventilador e a placa-mãe.


      Cartão sem fio Killer 1535, Dell P / N: 0G13K7



      SK hynix 8GB PC4-2666V RAM. 
      Alienware 13 R3 tem dois slots RAM, você pode adicionar outra RAM de 8 GB PC4-2666V.





      O Alienware 13 R3 possui uma bateria Li-ion de 15.2V, 76Wh, Dell P / N: TDW5P.



      Alienware 13 módulos de alto-falantes R3


      Alienware 13 R3's dissipador de calor e módulo de ventilação



      Desconecte todos os cabos da placa-mãe. 
      Remova todos os parafusos que fixam a placa-mãe.




      Aqui está a memória de vídeo Samsung 6GB GDDR5.


      Placa de metal do touchpad.


      O botão esquerdo e direito estão presos na placa de metal.


      O touchpad do Alienware 13 R3, do touchpad, podemos ver que ele possui um chip de toque Synaptics.


      Depois de todo o hardware interno removido, você pode acessar o teclado. 
      Se o seu teclado foi danificado, remova e substitua o teclado será muito difícil.



      Remova a placa de metal do teclado.








      fonte: zol.com.cn
    • Por djsync em InfoTech
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      Dividida em várias etapas, a produção de um smartphone consiste em muito mais que simplesmente idealizá-lo e montá-lo. Conheça este processo:

       
      Desde o primeiro iPhone, há pouco mais de 10 anos, os smartphones evoluíram bastante, tanto em mercado quanto em tecnologia – conforme os modelos ficaram mais sofisticados e suas principais novidades ficaram mais acessíveis, estes aparelhinhos tomaram o mundo e, desde 2011, este mercado gera mais vendas e lucros que o mercado de computadores. Quem diria, hein?
      Mas será que você sabe como são feitos os smartphones?
      Caso a sua resposta seja ‘não‘, fica tranquilo que a gente explica (de uma maneira fácil de entender) todo o trabalho envolvido em criar um produto do zero e levar ele até as lojas para você. Olha só:
      Pesquisa e desenvolvimento

      Pouca gente lembra desta parte, mas a principal fase na produção de um smartphone é a pesquisa e o desenvolvimentodo mesmo. A fabricante precisa idealizar o produto com base no seu preço de venda e custo de produção.
      É justamente neste momento que a companhia decidirá como lucrará com determinado lançamento depois que todas as despesas com a produção dele forem pagas.

      Por isso, o custo de produção não envolve apenas o custo de montagem e dos componentes em si. Todo o dinheiro investido no projeto e no que vem após o lançamento (marketing, distribuição e infraestrutura), precisam estar no orçamento e serem cobertos pelo retorno financeiro estimado.


       
      É nos centros de design que boa parte dos aparelhos são projetados
      Um caso curioso é o da Xiaomi. A fabricante afirma que consegue entregar preços tão baixos porque inverte a lógica habitual das concorrentes. Enquanto uma concorrente infla os preços no início das vendas para pagar as custas do projeto, a Xiaomi paga o desenvolvimento com a queda do custo de produção, que ocorre meses depois.
      Em contrapartida, os preços da Xiaomi costumam cair menos de tempos em tempos.

      Parceiras

       
      Nem todos os componentes são produzidos pela mesma fabricante, sabia?
      No caso de um topo de linha, que costuma embarcar sensores e hardware mais sofisticados, normalmente é preciso estabelecer contratos com fornecedores para que tudo esteja pronto até o início da produção.
      Em outras palavras, é aí que Qualcomm, Sony, Samsung e afins, na intenção de vender seus processadores, sensores de imagem e memórias, entram na jogada como parceiras da fabricante dita como ‘principal’.
      É por isso que o iPhone, por exemplo, tem memórias, displays, câmeras e sensores produzidos por terceiros e não pela própria Apple.
      Em determinados casos, a fabricante em questão pode até desenvolver o componente, porém, na grande maioria das situações, uma terceira será a responsável pela produção da peça.
      E o que sobra para as fabricantes,
      então?

       
      Resumidamente falando: o conceito e a logística. A fabricante será responsável por todo o valor agregado a aquele produto, o que inclui a marca e o seu valor, o design, os recursos exclusivos, a distribuição do produto, os testes de qualidade, o suporte pós-compra e, principalmente, o marketing envolvendo aquele lançamento.
      Em determinados casos, a fabricante também será responsável pela produção de determinadas peças do aparelho, mas isto não é uma regra.
      Normalmente, empresas como a Samsung e LG, que possuem suas próprias divisões de tela, por exemplo, realizam negócios com suas subsidiárias, o que mantém o dinheiro em movimento, mas sempre dentro da mesma empresa.

       
      A LG Display produz telas para smartphones LG e para produtos Apple, também
      Por outro lado, smartphones embarcam uma série de componentes diferentes e nem sempre a fabricante em questão também os produz. Noutros casos, ainda acaba sendo mais barato comprar de terceiros do que ‘de si mesmo’.
      Um bom exemplo deste fenômeno é a própria Samsung, que divide a produção dos sensores de imagem dos seus aparelhos entre uma companhia terceira, a Sony, e sua própria divisão de sensores, a ISOCELL. Determinadas regiões recebem smartphones com câmeras ISOCELL, enquanto outros países, por sua vez, recebem câmeras da Sony em seus aparelhos.
      E sim, as câmeras são idênticas.

       
      Isto acontece por vários motivos, mas principalmente por causa da região onde aquele smartphone será vendido. Em uma fábrica do Brasil, por exemplo, pode ser muito mais caro importar componentes Samsung da Coréia do Sul ou China. Nestes casos, acaba sendo mais viável comprar de produtores locais (ou mais próximos).
      Com isso, a grande maioria das fábricas não produz praticamente nada, apenas monta e distribui. No caso do Brasil, que é pouco expressivo na indústria de semicondutores, as fábricas de alta tecnologia costumam receber os chips, sensores e as demais peças completamente prontas.
      O trabalho dessas ‘fábricas’ é unir estas peças num aparelho funcional e de qualidade.

      Testes e homologação

       
      Depois que a fabricante analisa todos os custos e projeta toda a infraestrutura de produção, o que inclui selecionar parceiras, preparar fábricas – e acima de tudo: ter o produto idealizado e projetado, o que há de se fazer é produzir as unidades de protótipo e testá-las.
      Este processo é um intermediário entre o desenvolvimento e a produção final. A companhia deve realizar uma série de testes com aquilo que concebeu e, nos países que possuem um órgão regulador, homologar a produção daquele produto.


       
      É nesta fase que algumas ideias (como essa acima) infelizmente são abandonadas
      Os testes deste processo não devem ser confundidos com os chamados ‘testes de qualidade‘, feitos na fase de produção do aparelho. Nesta fase, o que será testado não é a qualidade do processo de fabricação, mas o bom funcionamento do projeto.
      Em suma, esta é a hora em que se vê se o tudo aquilo que foi imaginado para o modelo é realmente aplicável ao mundo real e suas condições mais adversas.
      É neste momento que a fabricante testa se o componentes vendidos por parceiras funcionam em todas as regiões onde o produto será comercializado; se aquele determinado modem é realmente compatível com as bandas de rede utilizadas num país.
      E os vazamentos?

       
      Durante os testes, as companhias também costumam disfarçar os seus protótipos
      Também é neste processo que os vazamentos têm mais chances de surgir. Se levarmos em conta que os protótipos costumam ter boa parte dos componentes e características do modelo final, dá pra entender o porquê de tantos aparelhos vazarem nesta fase.
      Após analisar se os materiais e componentes selecionados funcionam bem na prática (em várias regiões do mundo, sob várias condições térmicas, umidade e sob vários tipos de uso), o aparelho segue para ter a sua validação registrada no mercado.

       
      No Brasil, isto acontece por meio da Anatel.
      Apesar de tratar especificamente do que tange a telecomunicação (e dos riscos envolvendo esta parte de um telefone), a Anatel exige uma série de requisitos para que um smartphone ou outros equipamentos dotados de telecomunicação sem fio sejam regulamentados e aceitos no Brasil.
      Produção e distribuição

       
      Chegamos a última fase da produção de um smartphone. E por mais que ela pareça ser a mais complexa, os processos de montagem costumam ser relativamente simples. Para isso, as companhias investem em automação e equipamentos de ponta – menos complicação, menos chances de algo dar errado.
      Na maioria das cadeias de produção, inclusive nas que operam no nosso país, em Manaus, grande parte do trabalho é feito da forma como citamos antes: nenhum componente é realmente fabricado dentro da fábrica (por mais irônico que isso soe).

       
      Em casos como os da Foxconn, na China, boa parte da produção envolve trabalho humano também
      Sem nenhum chip acoplado, a placa-mãe é a primeira a fazer parte da montagem: robôs e máquinas extremamente precisas posicionam o material de solda em pontos específicos e que, mais tarde, dentro de um forno, permitirão a fixação de cada um dos chips, sensores e demais conexões em seu devido lugar.
      Este processo precisa ser automatizado e simplificado, pois evita despesas e aumenta a capacidade de produção.
      No caminho para o fim da linha de montagem, outras partes do smartphone serão acompladas, como chassi que abriga a placa, agora com todos os seus componentes, o vidro frontal, junto do display, e, por fim, a carcaça que envolve tudo isso.
      Aos poucos, o que era só uma chapa de circuitos vai virando o que é um smartphone de verdade. Minutos depois, o aparelho está praticamente pronto.
      Testes de qualidade

       
      Em seguida, nos testes de qualidade, os aparelhos são ligados e operados num sistema que permite testar todas as funções essenciais rapidamente.
      Uma única interface permite testar a câmera, os botões, o touchscreen, os alto-falantes, a vibração, a exibição de diferentes cores na tela e outros recursos, que não necessariamente existirão em todos os smartphones.
      Se tudo for constatado como ok nesta fase, é muito provável que, numa linha de produção comum, este aparelho já siga para os processos finais da montagem, recebendo a sua identificação (etiqueta com informações do número de série e afins), e, posteriormente, a sua embalagem.
      Incrível todo o processo de se fazer um aparelhinho desses, não é?

       
      É claro que não há como abordar toda a minuciosidade do processo de fabricação tão complexo como esse, seja porque demoraríamos uma eternidade para falar de tudo, seja porque as etapas podem variar de acordo com o modelo do eletrônico em questão.
      Para coletar todas essas e as demais informações que cercam a produção de um smartphone, o Showmetech esteve essa semana com o Renato Citrini, gerente de produtos da Samsung Brasil.
      Durante uma entrevista bem divertida, ele nos contou um pouco mais sobre todo o trabalho de produzir um aparelho do zero e entregá-lo nas suas mãos.
      Dá uma olhada:
       

      Fonte: showmetech
    • Por hds-tec em Eletrônica Básica & Avançada
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      No tutorial anterior vimos um circuito com 3 mosfets e alguns outros componentes.
      Na verdade, o exemplo anterior foi baseado no circuito abaixo, que é parte do esquema da placa Shuttle A14HM02.

       
      Vamos ver algumas semelhanças entre eles.
      A alimentação deste circuito, que é de 19V, vem do conector CN19. Podemos ver os mosfets Q19 e Q25 (Canal N) e o U15 (Canal P).
      O sinal SAFTY_PROTECT(em verde) é equivalente à chave S1 do circuito anterior. Este sinal é controlado por outro circuito e o importante para nós, é que ele pode ter nível alto (S1 fechada) ou nível baixo (S1 aberta).
      Vemos também que no lugar da lâmpada L1, temos agora quatro saídas (em azul):DC_IN_B; DC_IN; VIN e CHG_VCC.
      Estas tensões irão alimentar outros estágios do notebook.
      O modo de funcionamento é o mesmo descrito na parte 4 do tutorial e faremos apenas um rápido resumo, já que foi visto com detalhes anteriormente.
      Para um funcionamento normal do aparelho, o sinal SAFTY_PROTECT deve estar em nível baixo. Com isso Q19 fica no corte e Q25 satura.
      E assim, temos a tensão no divisor resistivo R277 e R278, que leva tensão ao gate de U15.
      Com Q15 saturado, ele leva a tensão DC_IN+ do source até as quatro saídas citadas acima (em azul).
      Esta análise pode ser comparada à figura 1 do tutorial 4.
      Caso o sistema detecte algum mau funcionamento, o circuito responsável por gerar o sinal SAFTY_PROTECT atua, levando este sinal a um nível alto.
      Com isso, Q19 satura e Q25 fica no corte.  Desta forma, o gate de U15 fica com a mesma tensão do source (19V) e fica no corte, impedindo que as saídas recebam alimentação.
      Esta situação é semelhante à figura 2 do tutorial 4.
      A rápida análise deste circuito teve a intenção de ressaltar a importância de conhecermos o funcionamento dos transístores.
      É claro que para um entendimento do circuito completo deste esquema, teríamos que analisar outros circuitos que fogem totalmente do nosso assunto principal.
      Sendo assim, veremos mais alguns exemplos baseados neste esquema, já que ele possui alguns circuitos que podemos analisar para fixar os conceitos que aprendemos até aqui sobre os transístores. Estes circuitos são amplamente usados em placas eletrônicas.
      Veja a imagem abaixo.

       
      Nela temos o mosfet Q10 que é responsável por gerar a tensão +3.3VS.
      Sabemos que é um mosfet de canal N, já que a seta no source nos indica isso. A alimentação deste mosfet é feita pela tensão de+3.3VA (em seu dreno) e é gerada em outra parte do circuito.
      Para termos a saída no source, este mosfet precisa estar saturado (chave dreno-source fechada).
      O sinal 3.3VS_ON_HV (seta azul) é o responsável pelo chaveamento de Q10.
      Concluímos com isso, que este sinal deve estar em nível alto para saturar o mosfet e gerar a tensão+3.3VS. Observe que a tensão+3.3VS é a mesma que a tensão+3.3VA que após passar através do mosfet, seu nome é alterado.
      Observe também que se não tivermos a tensão +3.3VS neste circuito, a primeira providência seria verificar se este transístor está recebendo a alimentação em seu dreno (+3.3VA) e em caso positivo, verificamos se a tensão no gate está em nível alto. Caso não exista a tensão no gate (3.3VS_ON_HV), teríamos que procurar onde este sinal é gerado e analisar seu circuito. Outra possibilidade seria o Q10 com defeito. Neste caso, teríamos as tensões no dreno e no gate, mas não no source.
      Vejamos outro exemplo.

       
      No circuito acima temos Q33 de Canal N e Q18 de Canal P. O sinal VIN é o mesmo da figura 1 acima e vamos considerar que ele já exista na placa.
      Sendo assim, ele é ligado ao source de Q18 através da bobina B12.
      Se o sinal LVDS_VIN (linha tracejada) estiver em nível baixo (0V), Q33 permanece no corte (chave dreno-source aberta).
      Com isso, Q18 também fica no corte, já que ele recebe uma tensão positiva no gate, através de R206 (pull-up).
      Como o gate de Q18 tem uma tensão igual à tensão do source, esta situação mantém o mosfet no corte e o sinal VIN_LCD na saída não existirá.
      Este sinal somente será gerado se Q18 estiver saturado.
      Agora, vamos considerar que o sinal LVDS_VIN tenha um nível alto. Com isso Q33 satura, já que temos no gate uma tensão positiva maior que a tensão do source deste mosfet.
      Com Q33 saturado, ele aterra o terminal de R206 que está ligado ao seu dreno e também o gate de Q18, que tem agora uma tensão no gate menor que a tensão do source, e entra em saturação gerando assim a tensão (sinal) VIN_LCD.
      Outro circuito muito usado é o que vemos na figura abaixo.

       
      Nele podemos ver o transístor Q48 (NPN) que é o responsável por gerar o sinal AUX_OFF. É um circuito interessante, já que este sinal (AUX_OFF) pode ter dois níveis diferentes.
      Vejamos como.
      Vamos considerar que a tensão +CPU_CORE já exista.
      Se o sinal H_THRMTRIP# estiver em nível baixo, a base de Q48 também irá estar em nível baixo mantendo esse transístor no corte.
      Com isso, a tensão+CPU_CORE flui através de R426 e o sinal AUX_OFF assume um nível alto.
      Se agora o sinal H_THRMTRIP# tem um nível alto, Q48 satura e aterra o terminal de R426 que está ligado ao seu coletor.
      Como o terminal do sinal AUX_OFF também está ligado ao coletor de Q48, ele também é aterrado e o sinal passa a ter um nível baixo (0 volt).
      Modos de Operação 
      Vimos que os transístores para funcionarem, precisam de um nível de tensão fixo no gate, que pode ser um nível alto (saturado) ou baixo (corte).
      Este modo de operação é chamado de Modo Contínuo.
      É chamado assim porque, como vimos antes, a chave dreno-source fica apenas em dois estados: aberta ou fechada.
      Em outras palavras, o transístor fica no corte ou saturado. No modo contínuo, temos apenas estes dois estados.
      Existe também o Modo Pulsante em que o transístor funciona em conjunto com um circuito PWM. Este circuito é largamente usado em fontes chaveadas (conversores DC-DC).
      Não entraremos em detalhes sobre as fontes chaveadas, mas faremos alguns comentários sobre os transístores usados neste circuito.

       
      Veja que na figura acima temos os mosfets Q14 e Q15.
      Quem controla o estado de saturação e corte deles, neste caso, é o circuito integrado U3 que é um CI PWM.
      O importante para nós, é que os pinos 14 e 17 deste CI geram uma onda quadrada que será enviada ao gate dos mosfets.
      Para entender como este circuito funciona, devemos antes entender como funciona uma onda quadrada.
      Veja a figura abaixo.

       
      A onda quadrada inicia seu ciclo em 0 volt e permanece um certo tempo em nível baixo (em verde). Depois sobe para 5 volts e permanece algum tempo em nível alto (em vermelho). 
      Em seguida, desce a nível baixo novamente (em marrom).
      Este processo se repete dezenas, ou mesmo, centenas de vezes por segundo, dependendo do CI PWM.

      Nos terminais 14 e 17 do CI PWM, temos ondas quadradas opostas (invertidas) em relação de uma para outra.
       

       
      Como vemos, a onda do terminal 14 inicia o ciclo em 0 volt, mantendo Q14 no corte. A onda que sai do terminal 17 inicia o ciclo em 5 volts e mantém o mosfet Q15 saturado. Quando os ciclos se invertem, o estado dos mosfets
      também inverte, ou seja, o que está no corte entra em saturação e o que estava saturado passa para o corte.
      Este é o modo de operação pulsante ou chaveado. Para facilitar o entendimento, imagine a chave dreno-source sendo aberta e fechada centenas de vezes por segundo.
      Neste caso, enquanto a chave dreno-source de Q14 estiver aberta, a chave de Q15 estará fechada.
      Como a inversão de ciclos ocorre diversas vezes por segundo, ao medirmos a tensão no gate com um multímetro, teríamos a falsa impressão de ter uma tensão positiva neste ponto. Vimos que ela varia rapidamente e o multímetro não é o instrumento ideal para este tipo de medição.
      Na verdade, o sinal no gate de mosfets que operam segundo o que acabamos de ver (Modo Pulsante) só é possível ser medido com a ajuda de um osciloscópio.
      Neste tipo de circuito, o mosfet que recebe a tensão da fonte em seu dreno, é chamado mosfet de alta (neste exemplo é o Q15) e o mosfet que tem o source ligado ao terra é chamado mosfet de baixa (Q14).
      A tensão de saída deste circuito é tomada na junção do source de Q15 e no dreno de Q14. O valor desta tensão também é dependente da frequência de operação do CI PWM.
      Conclusão 
      Todas as informações e conclusões que tiramos dos exemplos vistos até aqui, só foram possíveis porque temos um circuito de referência (esquema) para fazermos a análise e esta é a importância de sabermos interpretar um esquema elétrico.
      Entendendo como funcionam os componentes que formam o circuito, a análise se torna bem mais fácil.
      Uma última informação antes de finalizar esta parte do tutorial, é que vemos em diversas literaturas, o transístor ser chamado de chaveador, comutador, acionador e etc. Isto é devido à função que o transístor desempenha em determinado circuito, mas de uma forma geral, o transístor sempre irá se comportar da forma que vimos aqui e nas apostilas anteriores.
      Na próxima parte deste tutorial, veremos como identificar um transístor na prática e como escolher um equivalente através do seu Datasheet.
      Até lá.
      Este tutorial está disponível no formato PDF no link abaixo.
      https://forum.eletronicabr.com/files/file/23631-transistores-teoria-e-pratica-parte-5/
       
    • Por hds-tec em Eletrônica Básica & Avançada
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      Como Funciona o Comparador de Tensão
       
      Um circuito de grande utilidade, disponível na forma integrada, apresentando características que permitem sua utilização numa infinidade de projetos é o comparador de tensão. Neste artigo mostramos como ele funciona e como podemos utilizá-lo nas aplicações práticas.
      Um comparador de tensão mais é do que um amplificador operacional que possui um ganho muito alto e que pode operar normalmente com uma fonte de alimentação simples.
      Temos basicamente duas formas de utilizar um comparador, as quais determinam o tipo de saída obtida.
      Na primeira maneira, mostrada na figura 1, ligamos a entrada inversora do comparador a um par de resistores cujos valores determinarão a tensão de referência naquela entrada.
       
      Figura 1 – Usando resistores como referência  
      Se usarmos dois resistores de mesmo valor, por exemplo, a tensão de referência será metade da tensão de alimentação ou Vcc/2.
      Para outras relações de valores, por exemplo, usando R1 e R2 quaisquer, a tensão de referência será dada por:
      Vref = Vcc (R2/R1 + R2)
      Outra possibilidade de se fixar a tensão de referência é com o uso de um diodo zener, conforme mostra a figura 2.
       
      Figura 2 – Fixando a referência com um zener  
      Na outra entrada do comparador, aplicamos a tensão a ser comparada, ou seja, a tensão de entrada.
      Se esta tensão for menor do que a tensão de referência, a saída do comparador apresentará uma tensão muito próxima de 0 V.
      Se esta tensão for maior que a tensão de referência, as saída do comparador irá ao nível alto, ou seja, apresentará uma tensão muito próxima da tensão de alimentação.
      Este comportamento pode ser ilustrado através de um gráfico conforme o da figura 3.
       
      Figura 3 – Característica do comparador  
      Veja que a região em que as tensões de entrada são muito próximas, temos um comportamento indefinido de saída, já que ocorre a transição.
      O ganho muito alto do circuito faz com que esta faixa indefinida seja muito estreita, com apenas alguns milivolts ou no máximo, algumas dezenas de milivolts.
      Na segunda modalidade de operação, a tensão de referência é aplicada à entrada não inversora (+) e a tensão de entrada é aplicada à entrada inversora, conforme mostra a figura 4.
       
      Figura 4 – Segundo modo de operação  
      Nestas condições, se a entrada for menor do que a tensão de referência, a tensão de saída será positiva, bem próxima da tensão de alimentação.
      Se a tensão de entrada for maior que a tensão de referência, a tensão de saída será bem próxima de zero.
      Um gráfico que representa este comportamento é mostrado na figura 5.
       
      Figura 5 – Gráfico para o segundo modo de operação  
      Na prática as tensões não podem chegar a Vcc e nem a zero, devido as perdas nos componentes do circuito.
      No entanto, existem comparadores em que a tensão é muito próxima desses valores, sendo por esse motivo, denominados rail-to-rail, ou seja, a tensão de saída oscila entre as duas linhas de alimentação (rail).
      As correntes que podemos obter numa saída de um comparador são normalmente pequenas, da ordem de alguns miliampères ou pouco mais de uma dezena de miliampères, o que é permite que apenas LEDs comuns, no máximo sejam excitados, conforme mostra a figura 6.
       
      Figura 6 – Excitando LEDs  
      O resistor R tem seu valor determinado de acordo com a tensão de alimentação, de modo a limitar a corrente no LED a um valor que esteja dentro dos limites da capacidade do comparador.
      Para uma etapa de potência, acionando relés, lâmpadas ou motores, por exemplo, podemos usar os circuitos da figura 7.
       
      Figura 7 – Acionando circuitos de potência  
      No primeiro circuito temos o acionamento de cargas até 100 mA, quando a saída do comparador estiver no nível alto, ou seja, próxima da tensão de alimentaçã.
      No segundo circuito temos o acionamento de uma carga da mesma ordem, quando a tensão de saída for nula.
      O terceiro circuito corresponde a uma etapa de maior potência com um transistor Darlington, com capacidade da ordem de 1 A.
      Para um Darlington PNP temos o acionamento com uma tensão nula, enquanto que no exemplo indicado, o acionamento ocorre quando a saída do comparador estiver positiva.
      Alimentação o comparador com uma tensão de 5 V ele pode excitar cargas TTL, e com outras tensões temos a compatibilidade com cargas CMOS, exigindo-se apenas a conexão de um resistor de pull-up externo tipicamente de 10k a 100 k, conforme mostra a a figura 8.
       
      Figura 8 – O resistor de pull-up  
      Este resistor é necessário pois a saída do comparador normalmente consiste num transistor que está com o coletor desligado (aberto).
      Sem um resistor externo, o transistor não é polarizado.
       
      Aplicações
      Damos a seguir algumas aplicações importantes, cujos valores básicos dos componentes podem ser deixados em aberto, pois dependem do comportamento desejado para o circuito.
       
      1. Alarme de Luz
      Na figura 9 temos o circuito básico para o disparo de um sistema de alarme com o corte ou com a incidência de luz, tendo por base um comparador.
       
      Figura 9 – Alarme de luz ou sombra  
      As cargas podem ser um dos circuitos indicados na figura 7, e a sensibilidade ou ponto de disparo é ajustado variando-se a tensão de referência através de um potenciômetro.
      Este circuito tem como principal característica a velocidade de resposta já que, com uma mínima variação de luz a partir do ponto de ajuste, ele dispara.
      Os sensores podem ser LDRs ou mesmo foto-transistor com aumento dos calores dos resistores.
       
      2. Alarme de Temperatura
      Com a utilização de termistores (NTC ou PTCs) como sensores, podemos controlar uma carga com pequenas variações da temperatura, utilizando a configuração em termostatos sensíveis.
      Na figura 10 mostramos como fazer isso.
       
      Figura 10 – Usando NTCs e PTCs como sensores  
       
      O ponto de disparo do circuito é ajustado no potenciômetro.
       
       
      3. Comparador de Janela
      Dois comparadores de tensão ligados conforme mostra a figura 11 formam uma configuração denominada”comparador de janela” ou “window comparator”.
      Esta configuração se deve ao fato de que no gráfico que representa o comportamento deste circuito, mostrado na figura 12, temos uma “janela” em que a saída vai ao nível alto ou ao nível baixo (Vcc ou 0V), determinada pela relação entre os valores dos resistores de referência ou pelas tensões de referência.
       
      Figura 11 – O comparador de janela  
       
       
      Figura 12 – Característica do comparador de janela  
       
      Assim, para o circuito indicado, a carga será acionada somente quando a tensão de entrada estiver na faixa de V1 a V2. Abaixo de V1 e acima de V2 a carga estará desativada.
      Se ligarmos na entrada deste circuito um LDR, conforme mostra a figura 13, e ajustarmos os potenciômetros P1 e P2 para que a saída permaneça desativada com a iluminação normal, qualquer perturbação da iluminação ambiente, aumentando ou diminuindo de intensidade, causará o disparo do sistema.
       
      Figura 13 – Alarme de perturbação luminosa  
       
      Em lugar do LDR, poderemos usar neste circuito outros tipos de sensores como NTCs PTCs, sensores de pressão, posição, etc.
       
      4. Comparador Escalonado
      Diversos comparadores ligados a uma rede de resistores em série capaz de fornecer tensões de referências escalonadas, conforme mostra a figura 14, permitem a elaboração de um comparador escalonado.
       
      Figura 14 – O comparador escalonado  
       
      Podemos usar este circuito num VU-meter, acrescentando a entrada de áudio mostrada na figura 15.
       
      Figura 15 – Entrada para VU-meter  
       
      Para termos um termômetro escalonado, podemos ligar na entrada o circuito mostrado na figura 16.
       
      Figura 16 – Termômetro bargraph  
       
      5. Oscilador
      Um comparador de tensão também pode ser usado de modo a oscilador e com isso gerar sinais numa faixa de até algumas centenas de quilohertz.
      A configuração para esta finalidade é mostrada na figura 17.
       
      Figura 17- Oscilador com comparador  
      O capacitor C1 e o resistor R1 determinam a frequência de operação do oscilador (veja na seção de Matemática Para Eletrônica como calcular a frequência).
      Outras configurações podem ser obtidas para se gerar formas de onda diferente.
      Também existe a possibilidade de usarmos o comparador como amplificador, mas isso não será abordado neste artigo.
      Veremos agora alguns tipos de comparadores com que pode realizar projetos atualmente.
       
      O Comparador na Prática
      Em princípio, qualquer amplificador operacional pode ser usado como comparador.
      Assim, se precisarmos apenas de um comparador num projeto, podemos utilizar o amplificador operacional 741, sem problemas.
      Na figura 18 temos o invólucro e a pinagem do amplificador operacional 741.
       
      Figura 18 – O 741  
      As principais características deste operacional são:
      Tensão máxima: 18 + 18 V
      Resistência de entrada: 2 M Ω
      Ganho típico: 300 000
      Resistência de saída: 75 Ω
      Corrente máxima de saída: 25 mA (tip.)
       
      Uma série de comparadores comum é a formada pelos LM293, 393 e LM2903 cuja pinagem é mostrada na figura 19.
       
      Figura 19 – Amplificadores LM193, 293 e 393 mais LM2903  
      As características destes amplificadores são as seguintes:
      Faixa de tensões de alimentação: 2 a 36 V (18+18 V)
      Ganho: 200 V/mV (tip.)
      Outra família popular é a formada pelos LM139, 239, 339 e LM2901, mostrados na figura 20.
       
      Figura 20 – Os LM139/239/339 e LM2901  
      Num mesmo invólucro temos quatro comparadores que podem operar com tensões de 1 até 18 V e têm ganhos de 100 000 a 200 000 conforme o tipo.
      A corrente máxima de saída é de 16 mA e ele exige um resistor de pull-up de 2k2 tipicamente.
       
      Fonte: http://www.newtoncbraga.com.br
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